EVITE OU NÃO USE.
Evite em textos noticiosos o uso de adjetivos que impliquem juízo de valor, tipo feio/bonito, certo/errado, falso/verdadeiro.

Evite o começar período recorrendo a advérbio acrescido do sufixo mente. Exemplo: Certamente, a candidata aprovou o texto que foi ao ar hoje pela TV. Evite advérbios que expressem juízo de valor. Exemplos: certamente, efetivamente, evidentemente, definitivamente, absolutamente.

Evite o uso de além disso/além do que. Em geral, as expressões podem ser substituídas por um e ou um ponto.

Não use meio ambiente, pois trata-se de um pleonasmo. Recorra, então, a ambiente. Não use ecologia como sinônimo de ambiente, uma vez que se trata de um ramo da biologia.

Evite chavões ou cacoetes de linguagem como:
Abrir com chave de ouro; aparar as arestas; ataque fulminante; a todo o vapor; a toque de caixa; caixinha de surpresas; caminho já trilhado; chegar a um denominador comum; com direito a; consequências imprevisíveis; coroar-se de êxito; correr por fora; detonar um processo; dispensar apresentação; do Oiapoque ao Chuí; curas críticas; em nível de; fonte inesgotável; fortuna incalculável; gerar polêmica; importância vital; inserido no contexto; luz no fim do túnel; na realidade; na verdade; na vida real; não obstante; no fundo do poço; óbvio ululante; os quatro cantos do mundo; pergunta que não quer calar; preencher uma lacuna; sal da terra; sonora vaia; trocar figurinhas; verdadeiro tesouro; via de regra; vítimas fatais.

Cerca de indica arredondamento. Exemplos: Cerca de 50 crianças, coisa de 1 mil pessoas. Nunca use cerca de para indicar números exatos: cerca de 25 pessoas, coisa de 8.496 pessoas.

Não confunda chefe de nação, usado para designar lideranças de nações indígenas, com chefe de Estado, aquele que representa simbolicamente o Estado nacional. Chefe de governo é aquele que exerce as funções do Poder Executivo. Exemplo: O primeiro-ministro de Portugal. Nos regimes presidencialistas, como o Brasil, o presidente da República é chefe de Estado e chefe de governo ao mesmo tempo.

Evite iniciar frase com a conjunção “e”. Exemplo: O reitor da Unisinos anunciou uma série de medidas acadêmicas para qualificar a oferta dos cursos. E, além disso, indicou novos diretores das Unidades.

Evite o uso de esposa/esposo, recorra, antes, a marido/mulher.

Evite o etc. em texto jornalístico.

Não use palavras que tenham carga pejorativa, como crioulo ou preto para negro, japa para japonês, ianque para estadunidense, polaco para polonês, alemão batata, negrice, baianada, judiaria.

Não use palavrão e evite gíria.

Evite começar frase com o uso do gerúndio, pois tira a agilidade do texto e não acrescenta informação relevante. Exemplo: O policial rodoviário resolveu interditar a rodovia considerando que a cheia do rio pode provocar acidentes. Use, ao invés: O policial resolveu interditar a rodovia por considerar a cheia do rio perigosa.

Evite o uso de iniciais para abreviar nomes próprios. Mas use-os, obrigatoriamente, para identificar crianças, adolescentes e jovens infratores. As iniciais devem ser usadas, no caso, separadas por pontos e sem espaço entre elas. Exemplo: H.L.K. foi flagrado furtando carro na rua Independência. O uso de iniciais de personalidades conhecidas é aceito. Exemplo: FHC, ACM, JK. No caso, sem uso de pontos entre elas.

Escreva internet com minúsculas.

Use itálico para caracterizar palavras estrangeira ou latina. Exemplo: A Secretaria de Estado da Saúde declarou guerra ao mosquito Aedes aegypti.

Evite o uso de estrangeirismos quando houver palavras equivalentes em português. Exemplos: personalizar ao invés de customizar; melhor ao invés de must; liquidação ao invés de sale; ponta de estoque ao invés de outlet. Palavra estrangeira de difícil tradução e compreensão do leitor deve vir acompanhada de explicação. Exemplo: spread, taxa de risco nos empréstimos internacionais. Quando usar palavras estrangeiras para as quais não existem equivalentes no português ou quando foram consagradas pelo uso corrente, aplique itálico: blitz, know-how, kitsch, lobby, on-linie, outodoor, rock, show, status, gay.

Use “nosso” em textos informativos apenas ao reproduzir declaração textual. Não se trata do nosso presidente da República, mas do presidente da República; nem da nossa Seleção, mas da Seleção Brasileira.

Parlamento e Congresso não são sinônimos. Congresso refere-se à reunião de duas câmaras em regimes presidencialistas – Câmara e Senado. Parlamento cabe para regimes parlamentaristas.

Pastor, padre, papa e patriarca em minúsculas.

Quando reproduzir texto de outro autor é preciso mencionar, SEMPRE, o autor original, deixando claro ao autor que o texto está sendo reproduzido. Trata-se de evitar plágio.

Evite o excesso de “que” numa frase. Para escapar do seu uso, aplique ponto. Lembre-se de usar frases curtas.

Evite a repetição de palavras num mesmo parágrafo.

Lembre-se: médico não é doutor. Doutor é quem tem doutorado!

Evite o jargão policial “viatura” para carro de polícia.

Em títulos: não use ponto, ponto-e-vírgula, dois pontos, ponto de interrogação, ponto de exclamação, reticências, travessão, parênteses, exceto em reportagens ao estilo de revista. Quando o título tiver duas ou mais linhas, jamais divida a sílaba numa linha, dando continuidade na seguinte. Evite a reprodução literal da primeira frase do lead. Evite verbo no condicional. Use siglas em títulos, mas de forma comedida, e se for bem conhecido do público. Mas não use duas siglas num título. Exemplo: CNBB critica OAB. Os textos noticiosos devem conter verbo, de preferência na voz ativa e no presente. Em textos opinativos pode-se usar frases nominais em títulos: Rombo na Previdência.