Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/portal3/public_html/hotsites/observatoriodamidia/blog/wp-includes/cache.php on line 103

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/portal3/public_html/hotsites/observatoriodamidia/blog/wp-includes/query.php on line 61

Deprecated: Assigning the return value of new by reference is deprecated in /home/portal3/public_html/hotsites/observatoriodamidia/blog/wp-includes/theme.php on line 1109

Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/portal3/public_html/hotsites/observatoriodamidia/blog/wp-includes/cache.php:103) in /home/portal3/public_html/hotsites/observatoriodamidia/blog/wp-includes/feed-rss2.php on line 8
Observatório da Mídia http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia Just another WordPress weblog Fri, 25 Sep 2009 21:02:34 +0000 http://wordpress.org/?v=2.7.1 en hourly 1 Por que gostamos do entretenimento televisivo? http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/por-que-gostamos-do-entretenimento-televisivo http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/por-que-gostamos-do-entretenimento-televisivo#comments Sun, 05 Jul 2009 18:22:23 +0000 pamela http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=805 Pâmela Rosa
6º semestre de jornalismo

Há 20 anos o Domingão do Faustão está “presente” está no ar. Apesar dos quadros tradicionais, sempre busca renovar a programação. Esse programa de auditório segue uma rede discursiva com efeitos de espetáculo. No auditório há um kit de elementos como imagens, coreografias, musica, produtores, luzes, telões, entre outros.

Talvez não seja o programa favorito de grande parte da população, mas acaba sendo a alternativa da maioria dos telespectadores da TV aberta pela variedade de conteúdos, por trazer diversão e emoção para os receptores. Há identificação e fidelidade do público com o programa, que há tantos anos no ar, acaba já fazendo parte da vida dos receptores.

A mistura e bom uso de mecanismo como retórica, poética, erotismo, brincadeira, performance e consumo fazem dele um produto que chama atenção. Silverstone em “Por que estudar a Mídia? aponta justamente essas dimensões para explicar os pactos de confiança, à memória e a ao outro”, aos quais os produtos da mídia recorrem.

O quadro Arquivo Confidencial apresenta famosos, explora o lado humano e o comportamento além das câmeras, eles são homenageados com depoimentos de amigos, parentes, pessoas que não vêem há anos. Já o Güenta Coração é com pessoas desconhecidas e que têm histórias dramáticas, um pai que não vê o filho há anos, entre outros. Ambos os quadros constituem-se de apelo emocional, sentimentalismo, tanto que os enquadramento da câmera é mais fechado e a música de fundo é de sentimental.

Esses estilos que quadros faz com que o público “se veja” na mídia, se comova e se surpreenda com as histórias tristes e ao saber das dificuldades que o seu ídolo passou até chegar a fama e o programa sabe utilizar, e muito, isso a favor da audiência através de quadros quem emocionam e envolvem o público. Os famosos são homenageados e choram ao relembrar sua história de vida e ouvir depoimentos e mensagens de familiares e amigos e ainda seguram a audiência do Domingão.

Em programas de entretenimento o que não pode faltar é a brincadeira, que nesse caso é apresentada nas “videocassetadas”, quadro em que mostra situações cômicas, tombos, micos, pois o público percebe suas relações nos vídeos apresentados. Esse mecanismo envolve a ação conjunta dos jogadores e da audiência, o público precisa torcer, participar, se envolver e é isso que acontece. O telespectador se identifica também em quadros como “Dança dos famosos”, “Dança no Gelo”, onde casais formados por um celebridade e um dançarino aprendem a dançar e competem entre si. O receptor acompanha o aperfeiçoamento das duplas, os erros e acertos, ele se envolve, torce e vota no favorito.

Apesar de não deixar os entrevistados falar, o apresentador sabe se relacionar com seu público, tanto da plateia quanto com o telespectador, ele tem um vinculo, relação direta, fala como se existisse uma relação íntima com as pessoas, captura o receptor para além da esfera doméstica e o situa no auditório e com isso ele sabe influencia-los. O Faustão sabe convencer de que o assunto que está sendo abordado é relevante, verdadeiro e merece toda a atenção que ele dá, ele exagera e repete muito para que o público acredite, perceba o tamanho do fato.

O autor diz que “Temos forças não-racionais na vida cotidiana e que são componentes de nosso consumo da mídia… O inconsciente no significado oculto das mentes, da mídia e da experiência”. È dessa forma que o Domingão utiliza o erotismo para atrair o telespectador, de uma maneira sutil. Inconscientemente o público é atraído pelas dançarinas com pouca roupa que ficam no fundo do palco, e que na maior parte do tempo aparecem na tela, mas não é nada escancarado. Ao invés das bailarinas dançarem durante todo o programa, e estão aparecendo na câmera independente do assunto tratado, assim o público não percebe que é atraído pelo erotismo.

O Domingão do Faustão apresenta muito bem os aspectos mencionados por Silverstone pois há histórias de vida, humor, sensualidade, entretenimento e informação, os principais aspectos que envolvem o público.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/por-que-gostamos-do-entretenimento-televisivo/feed
Um Fórum para Poucos http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/um-forum-para-poucos http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/um-forum-para-poucos#comments Sun, 05 Jul 2009 02:47:53 +0000 luciana http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/um-forum-para-poucos Luciana Borba
Aluna de Jornalismo

A crítica feita à mídia está presente em diversas situações. É comum ouvir expressões do tipo “a culpa é da mídia”, “a mídia tem o poder”, “a imprensa está manipulando”. Geralmente, tais criticas são feitas por quem não se sente contemplado com as afirmações emitidas pela imprensa e normalmente também são feitas sem conteúdo mais analisado e profundo.

Ocorre também que os mesmos que emitem tais criticas, basicamente políticos, governos, empresas e corporações, em outros momentos utilizam das ferramentas da imprensa para beneficiarem-se em causa própria.
Igualmente sem conteúdo aprofundado, são as criticas direcionadas à imprensa pelo cidadão comum. Tornam-se frases soltas, emitidas em conversas informais e sem pretensão de mudar alguma realidade. Como afirma José Luiz Braga em “A Sociedade Enfrenta sua Mídia”, tais críticas fazem parte do “sistema interacional” no qual o cidadão, após a recepção do conteúdo midiático, passa a reproduzir sua percepção sobre determinado assunto. No entanto, esta informação repassada pelo cidadão, é sobre algo que já foi estabelecido pela mídia e previamente agendado para circular pela sociedade.

Neste sentido, para fazer uma análise e uma critica profunda sobre a mídia, fundamentalmente torna-se necessário que a própria mídia, que já conhece suas ferramentas, sua linguagem e, principalmente, os recursos utilizados para disseminar informações a faça.

Assim surgem os mecanismos da imprensa para criticar a si própria e garantir que a população seja beneficiada com as mudanças propostas, buscando sempre uma imprensa livre, democrática e, se possível, sem interferências de interesses pessoais, econômicos e políticos. No país encontramos alguns mecanismos com estes quesitos. São sites, portais, programas televisivos, pesquisas acadêmicas, ombudsman de jornais que analisam o conteúdo publicado, interferem, emitem opinião e propõem mudanças.

Conhecido pela luta por uma imprensa democrática e soberana no país, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) foi criado em 1991 para enfrentar os problemas da área das comunicações do país. Basicamente a partir do Governo Lula, passou a propor mudanças mais efetivas na área da comunicação no país, incluindo um programa para a área das comunicações elaborado pela própria entidade e apresentado ao governo federal. A entidade ampliou-se ao longo dos anos e mantém um site na internet www.fndc.org.br, publicações e atividades de divulgação.

Basicamente sua luta é pela democratização da comunicação, tentando livrá-la da grande associação aos grandes empresários e políticos, que controlam as informações repassadas à população. Estão entre as bandeiras do Fórum, a luta contra grandes corporações que monopolizam a divulgação da informação, às grandes empresas de comunicação, que incluem tecnologias digitais, telefonia, internet e criticas às políticas adotadas pelo Governo e, especialmente, ao Ministério das Comunicações.

Como não poderia deixar de ser, além da ofensiva contra os grandes nomes da comunicação do país, o FNDC, busca contemplar e difundir a luta das minorias dentro da mídia. É o caso, por exemplo, da situação de rádios comunitárias, que são defendidas pelo Fórum como iniciativas livres e democráticas de divulgar informação.

No entanto, as criticas feitas pelo FNDC geralmente não chegam ao grande publico. A população não toma conhecimento, por exemplo, das negociações feitas por grandes corporações. As mesmas negociações e acordos que atingem diretamente em seus serviços prestados, como telefonia, internet, radiodifusão e televisão.

Assim, atingindo um público restrito, um público que busca este tipo de informação e geralmente um público envolvido com a comunicação, as propostas e criticas feitas pelo FNDC atingem a população como um “gota-gotas”.

De qualquer forma, sua intenção é válida e quanto maior sua expansão, maiores os resultados. Em sintonia com as afirmações de José Luiz Braga, o FNDC cumpre seu papel crítico, já que segundo as definições do autor para tais dispositivos que se propõem a analisar a mídia, o Fórum “tensiona processos e produtos midiáticos, gerando dinâmicas de mudança”.

Mesmo assim, ainda é difícil ultrapassar a barreira feita pelas grandes corporações de comunicação e mostrar ao público seus artifícios para dominar a informação no país. O FNDC cumpre seu papel de analisar e propor mudanças, mas parece que ainda falta muito para ser conhecido.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/um-forum-para-poucos/feed
Michael Jackson e a perda da fronteira entre o “interesse público” e “do público” http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/michael-jackson-e-a-perda-da-fronteira-entre-o-%e2%80%9cinteresse-publico%e2%80%9d-e-%e2%80%9cdo-publico%e2%80%9d http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/michael-jackson-e-a-perda-da-fronteira-entre-o-%e2%80%9cinteresse-publico%e2%80%9d-e-%e2%80%9cdo-publico%e2%80%9d#comments Sun, 05 Jul 2009 01:19:33 +0000 cler http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=802 Cler Oliveira
7º semestre de Jornalismo

“25 de junho foi o 11 de setembro do pop”. Dificilmente alguém ousa discordar da afirmação do jornalista Pablo Myakaza, que em sua  coluna o portal IG, tentou definir como seria lembrado o dia em que o mundo viu morrer o rei do pop Michael Jackson, um nome que, do clichê de menino pobre tornou-se em um dos produtos de mídia mais rentáveis dos últimos 30 anos. Um dos motivos que o tornava num dos assuntos mais atraente de todos os tempos era que Michael conseguia ser um misto de poder e fragilidade, respeito e, por conta de seu inexplicável comportamento, uma espécie de piada pronta, a união entre o sagrado e o profano, a mistura entre a sensualidade e o assustador. Por vezes foi impossível não questionar como que o Rei do Pop, apesar de toda a exposição, ainda conseguia ser um quebra-cabeça envolto de mistérios que, nem a mídia não conseguiu desvendar.

Mesmo depois de sua morte, a cada instante, surgem novos fatos que tentam explicar velhos acontecimentos e revivem, de forma inevitável, todos os escândalos, polêmicas em torno de sua sexualidade, suas finanças, da cor de sua pele, seus relacionamentos e todo o circo de horrores que permearam sua carreira de sucesso. Uma carreira que, ainda assim, consegue ter, de forma quase intocável, o merecido reconhecimento por parte do público e dos meios de comunicação.

Porém esse episódio nos remete a discussão amplamente estudada por Luciane Tófoli sobre o papel da imprensa diante de um acontecimento, seus limites e suas possíveis conseqüências.  O reflexo da notícia da morte do astro, no site TMZ, na noite de 25 de junho, foi imediato. Poucas horas depois do post ter ido ao ar, foram registradas diversas panes nos principais portais de notícias do mundo. Ate mesmo o mais conhecido buscador da internet, o gigante Google, foi abalado pelo volume de pessoas que acessavam a web em busca de informações concretas ou de notícias que justificassem o fato, até aquele momento surreal.

As notícias, mesmo que sem muita informação, eram dadas a esmo, de forma que já  não era mais possível diferenciar o que era de interesse público do que poderia ser de interesse do público. O site Terra, por exemplo, em sua matéria sobre a morte de Jackson, publicou uma foto na qual mostrava o cantor recebendo oxigênio, imagem considerada por muitos deprimente e desnecessária, repúdio expressado por alguns usuários no Twitter.

A linha entre a informação e o sensacionalismo, diante da comoção mundial, tornou-se mais tênue do que o habitual. Histórias sobre os supostos casos de pedofilia do astro, sobre seu estado de saúde física e mental, os desentendimentos com membros polêmicos da família Jackson misturaram-se rapidamente  a discussões envolvendo os filhos do cantor, que pagavam, em um momento delicado, as conseqüências de serem seus herdeiros. O destino da herança  tornou-se em um evento após a morte de Michael tão midiático quanto o seu desaparecimento. De maneira pouco sensível, os meios de comunicação divulgam, não raras as vezes omitindo suas fontes, informações que abre a discussão de as crianças não serem filhos biológicos do rei do pop. A pergunta que fica, diante desse tipo de noticia é: o que justifica a intensa divulgação desse fato? Quais as conseqüências que essas noticias podem trazer a essas crianças que, independente de serem filhos biológicos ou não de Michael, não passam de crianças? Os detalhes envolvendo a vida dos menores, salvo uma plausível justificativa, deveria seguir os  princípios éticos de noticiabilidade.

Aparentemente, com a velocidade de informação, temos um código velado no qual, se um influente meio de comunicação noticiou um fato, há o consentimento de que os demais podem fazer o mesmo. Com a prática do mimetismo midiático (Ctrl+V, Ctrl+C), a disseminação dos blogs profissionais e não-profissionais, isso se torna cada vez mais recorrente. No caso Michael Jackson, com o passar dos dias,  há um enfraquecimento das notícias. Não há fatos novos, e o que aprece como novo, muitas vezes é irrelevante. Curiosamente, esse enfraquecimento parece não ser diretamente proporcional ao constante interesse do público sobre o assunto. Muitos blogueiros que noticiaram  a morte ou que simplesmente prestaram tributos a Jackson afirmam  receber um número constante de acessos em seus registros. Nos portais de noticias onde é possível saber quais foram os assuntos mais procurados, o nome do rei do pop aparece em 100% dos casos. No site Twitter,  a expressão Michael Jackson, assim como a variante MJ,  está entre as 10 mais citadas no microbloging. Ou seja, mesmo que exista um esgotamento de novas informações, elas continuam circulado e, para isso, os meios de comunicação se vêem obrigados a ultrapassar os limites entre o ético e o sensacionalista, buscando ângulos irrelevantes para alimentar a  opinião publica, mesmo que, para isso, se pule etapas do processo ético que constitui o jornalismo.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/michael-jackson-e-a-perda-da-fronteira-entre-o-%e2%80%9cinteresse-publico%e2%80%9d-e-%e2%80%9cdo-publico%e2%80%9d/feed
A morte que a mídia queria http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/a-morte-que-a-midia-queria-matheus-felipe http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/a-morte-que-a-midia-queria-matheus-felipe#comments Sat, 04 Jul 2009 23:23:33 +0000 juliana http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=796 Matheus Filipe

A morte de Michael Jackson era tudo o que a mídia internacional, nacional e regional queriam. Um ídolo em todo o mundo. Polêmico. Irreverente. Imprevisível. Sensual. Um artista completo. Tantos aspectos para mostrado que faltaria espaço no maior jornal do mundo. Nos três primeiros dias a morte, os jornais estampavam a dor dos fãs. As mídias respiravam um ar mórbido. Mas somente a morte era pouco. Isso não bastava para a mídia. Queriam mais. Logo depois, sem provas, jornais imprimem que Michael estava sobre efeitos de medicamentos. Era que a mídia queria: Ídolo depressivo toma medicamentos até a morte. Na mesma proporção de fatos novos a tiragem aumentava a cada edição.

Situação completa? Não. Faltava o algoz. Um assassino. Morte por parada cardíaca não vende jornal. Michael era imortal, um coração não poderia matá-lo. O médico. Sim o médico foi negligente e não levou o ídolo imediatamente para o hospital. Aumenta a tiragem. Jornal saindo. Dinheiro entrando. O médico, de confiança, que cuidava há décadas do cantor é colocado na “cruz”. Sem provas. Sem indícios. Sem apuração. Sem responsabilidade. Qual o problema? Nenhum, a mídia tinha uma história para contar.

Quanto mais a história era contada, mais a audiência aumentava. Na rua, no trabalho, no jogo de futebol, na fila do banco e do ônibus era só o que falavam. ROGER SILVERSTONE diz que a observação de que o consumo é, essencialmente, repetitivo. “Necessidades corporais requerem atenção contínua. O corpo como uma coisa social e historicamente específica, foco de preocupação, disciplina, exibição. Tal consumo se torna - exige-se que seja - um hábito. E o hábito, por seu turno, exige regulação. As sociedades criaram mecanismos, locais e ritmos próprios para a regulação do consumo. Os dias são marcados pelos lugares e momentos apropriados para comer. As estações são marcadas por nossa disposição para consumir e celebrar o que quer que amadureça”.

Michael era tudo em uma pessoa. “Retórica”; “Poética”; “Erotismo”; “Brincadeira”; “Performance”; “Consumo”; Tinha todos os elementos que a mídia busca para veicular uma matéria. Tudo nele gera audiência. Michael Jackson não era um ídolo. Era a notícia.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/a-morte-que-a-midia-queria-matheus-felipe/feed
Uma morte midiática http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/uma-morte-midiatica http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/uma-morte-midiatica#comments Sat, 04 Jul 2009 16:43:39 +0000 micheli http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=788 Micheli Aguiar
7º semestre

Michael Joseph Jackson. Um artista irreverente. Para a maioria dos críticos, um artista completo. Excelente dançarino, ótimo cantor e compositor. Uma figura emblemática, que revolucionou o videoclipe. É dele também o maior recorde de vendas de um único álbum - Thriller, de 1982 já vendeu mais de 109 milhões de cópias. No contraponto a figura, digamos bizarra do rei do pop, muitas vezes roubou a cena.

Na quinta da semana passada, morria aos 50 anos, em circunstâncias ainda não esclarecidas, Michael Jackson. O músico dono de uma legião de fãs andava distante dos holofotes da mídia. Mas sua morte o fez se tornar o principal “conteúdo” das televisões brasileiras. Foram horas incessantes. O que para os críticos da mídia, nada mais é do que o uso da retórica. Silverstone afirma que a retórica midiática “sobretudo a mídia factual: tem a capacidade de nos convencer de que o que ela representa realmente ocorreu”. Com isso não há dúvidas. Michael Jackson morreu.

É impossível calcular os minutos - intermináveis, de notícias sobre sua morte. Vieram a público praticamente todos os escândalos protagonizados pelo cantor. Todas as boas ações também. Mas mais. Muito mais de sua vida. A morte do rei do pop pode-se dizer foi um espetáculo de mídia e para a mídia. Em todos os canais de televisão e mesmo na internet o que se viu foram poucas “novas notícias” sobre o astro. Viu-se e reviu-se o que já há anos víamos. Talvez agora com textos novos. Sempre encerrando com o “mundo perdeu o grande nome da música pós anos 80″.

Nunca se viu tanto videoclipe de um único artista. Nunca se falou tanto de uma só figura. Suas mutações, anos após anos, foram mostradas diversas vezes. Essas transformações protagonizadas por Jackson mostram o que o homem é capaz de fazer para impressionar os outros e a si mesmo. Butler já dizia que “o corpo generificado é performativo indica que ele não tem nenhum status ontológico separadamente dos vários atos que constituem sua realidade”.

Esta realidade muitas vezes criada, ou sempre criada, foi parar em telejornais importantes no contexto nacional, que simplesmente dedicaram edições praticamente inteiras a noticiar a morte de Jackson. Repórteres de renome entram em links ao vivo falando sobre qualquer coisa relacionada ao astro. Imagens e argumentos construídos e administrados sucessivas vezes na mídia (e aqui sem analisar internet). O que se viu neste espetáculo criado pela mídia, de acordo com Cícero foi a “repetição, redução, exagero, atenuação, ironia, hesitação, distinção, correção de informações”.

É como se fosse um jogo. Quanto mais a televisão dá, mais a audiência quer. As pessoas falam na rua. Comentam nos ônibus. Partilham informações. Servem de cases de fãs “inveterados” para programas. Silverstone diz que “mídia e público partilham um contexto de ação em que ambos são agentes, em diferentes graus, de diferentes maneiras e em diferentes momentos”. Prova disto é como os internautas usuários do twitter fazem especulações sobre a morte do astro. Logo estas discussões param de alguma maneira na grande mídia televisiva.

Não importa que toda essa performance tenha, por sua vez, sido apropriada, para não dizer encorajada e sustentada, pela própria mídia. A questão é que própria performance é uma apropriação popular em que significados foram compartilhados e experiências compartilhadas foram produzidas e são divulgadas. É um fazer e uma coisa feita, oscilando entre passado e presente, presença e ausência, consciência e memória tendo como enredo principal e central é a figura exótica e carismática de Michael Jackson.

Examinar o que se vê na mídia é examinar como os significados são produzidos e arranjados. É também investigar a audiência. É compreender como os truques são criados e os clichês mobilizados em mudanças de gosto e estilo. Essa exploração sobre a vida e morte de Michael Jackson também leva a outro ponto. O cantor hoje bom, pai preocupado, apesar de estranho, outra hora era o vilão, lógico que em termos. O que fica aqui de análise é como uma morte muda a figura de um artista junto à mídia. Recorrendo a Silverstone ainda em Por que estudar a Mídia  ele fala que “a tragédia, implicando, como o faz, a imitação de temas sérios numa versificação grandiosa, assim como exibindo os homens como melhores do que são no presente” nos faz ver que Michael Jackson é quase um santo.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/uma-morte-midiatica/feed
O Papel da crítica na produção da Mídia http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/o-papel-da-critica-na-producao-da-midia http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/o-papel-da-critica-na-producao-da-midia#comments Tue, 23 Jun 2009 01:20:45 +0000 jahn http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=782 Rafael Rodrigues Bohrer
7º semestre de jornalismo

A importância dos dispositivos críticos da mídia está em criticar e exercer um certo controle da mídia, quando analisa interpretativamente as informações e as formas como estas são apresentadas pelos meios de comunicação. De acordo com José Luis Braga, quando tratamos de valores simbólicos o que mais importa é a circulação posterior à recepção, já que as informações sempre continuam a circular após serem veiculadas. São trabalhadas, tensionadas e manipuladas, e com isso realizam as movimentações sociais dos sentidos criados pelos meios de comunicação. Esse trabalho analítico visa esclarecer o conhecimento e facilitar o acesso do público à informação, denunciando abusos e exigindo atitudes dos responsáveis. É um dos modos da sociedade participar e interagir com a mídia.Um exemplo é o site Observatório da Imprensa, veículo jornalístico focado na crítica da mídia, nascido site na web em maio de 1998. Definido como uma entidade civil, não-governamental, não-corporativa e não-partidária, sua pretensão é acompanhar o desempenho da mídia brasileira. Os usuários da mídia, tanto leitores, como ouvintes, telespectadores e internautas, tem o direito á livre manifestação e á participação dos processos que até então desempenhavam como receptores passivos. Uma grande tendência é que os dispositivos de mídia tendem a se especializar, como o Observatório do Direito á Comunicação, o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação e o site Ética na TV. Podemos dizer que sua função e promover a reflexão ao fornecer embasamento e critérios de julgamento para que os receptores interpretem e selecionem os produtos midiáticos com que interagem. O Observatório exerce o importante papel de facilitar o acesso do público á informação, e a internet demonstra ser um veículo extremamente prático e muito acessado atualmente, sendo que os jornalistas muito a utilizam para desenvolver suas idéias e criticar os outros veículos.

Ainda sobre o Observatório da Imprensa, podemos afirmar que, ao mesmo tempo que os jornalistas confrontam suas idéias, também buscam influenciar o leitor, ás vezes abusando da autoridade de jornalistas. Mas é um sistema que age positivamente sobre o modo de produção, quando exige qualidade e denuncia abusos, mesmo com posicionamentos próprios e particulares de seus autores. Se os meios de comunicação de massa ainda são majoritariamente produzidos por empresas privadas que defendem seus próprios interesses, o produto jornalístico é um serviço público, que pressupõe um compromisso deontológico de deveres e responsabilidades sociais. A finalidade é a de monitoração e atuação, reduzir a distância entre as “fontes” e o receptor, entre os poderes e a cidadania. O Observatório da Imprensa propõe-se a funcionar como um mediador, intenso e atento, entre a mídia e seu público. Intitulando-se pioneiro, o Observatório não pretende ser único, e sim convocar outros grupos a fazerem o mesmo.

Conforme os dispositivos críticos se desenvolvem, mais se voltam para análises específicas da mídia e seus produtos. Ao tensionar os processos e os produtos da mídia, os dispositivos de resposta social geram mudanças positivas. Ao criticar, exercendo um trabalho de interpretação, esses dispositivos propiciam o esclarecimento e a percepção ampliada. Fornecem informação especializada, conhecimento, métodos de aproximação da mídia e dos mediados. Particularmente, considero uma grande vantagem na propagação de sites como o Observatório da Imprensa no momento que fornece critérios para que os usuários selecionem a informação e fiquem atentos aos métodos de interpretação e “edição” dos produtos midiáticos com o qual interagem.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/o-papel-da-critica-na-producao-da-midia/feed
Por que depender da mídia? http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/por-que-depender-da-midia http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/por-que-depender-da-midia#comments Tue, 23 Jun 2009 01:18:13 +0000 jahn http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=780 Rafael Rodrigues Bohrer
7° semestre de jornalismo

“É impossível escapar á presença da mídia. Passamos a depender da mídia, tanto impressa como eletrônica, para fins de entretenimento e informação, de conforto e segurança, para ver algum sentido na continuidade da experiência. “São afirmações de Silverstone, mas podemos discordar delas? Pra dizer a verdade, eu, particularmente, bem que tento, tento muito. Eu sou um dos míseros porcentos que não possui um aparelho de tevê em casa, há mais de quatro anos. Contudo, não posso negar que o papel da mídia é filtrar e moldar as realidades cotidianas. É admirável como todos nós pautamos valores da nossa vida, as conversações e tantos outros temas, baseados no que a mídia vende como mundo perfeito.

Se considerarmos que o meio mais popular de comunicação no nosso país é a televisão, precisamos concordar que é a maior formadora de opinião do povo.Para fins de entretenimento e informação… Entretenimento, entendemos como pouquíssima programação infantil, o que dirá cultural e pedagógica. Programas de variedades, como Ana Maria Braga ou Tv Fama, onde as fofocas dos famosos são o tema principal também são o entretenimento da audiência. No livro Por que estudar a mídia? Silverstone destaca que a modernidade possibilitou que a vida privada se tornasse cada vez mais pública. O que importa são as aparências e não o que é a realidade, até porque as celebridades, segundo Silverstone, exibem um comportamento perfomativo.
Essa “pseudo-vidinha-perfeita” norteia o senso comum do grande público, promove o “reencantamento de suas vidas desencantadas”, ainda segundo o autor.

Mas o entretenimento nacional é, sem dúvida, as telenovelas. Elas registram os picos mais altos de audiência, onde podemos inferir que mais da metade da população está diante das suas televisões. É a grande formadora de opinião e de tantas baboseiras que vemos por aí, como, por exemplo, você ouvir as pessoas usando expressões como “Hare Baba” ao caminhar pelas ruas. A forma como apresentam a cultura indiana nessa tal novela é um tanto tosca, tudo é extremamente caricato e exagerado para tornar o tema em um objeto de desejo e de consumo. Segundo Silverstone, a mídia aproxima-se e engaja os espectadores através da retórica, da poética e do erotismo. A linguagem utilizada pelos produtos midiáticos, como a mídia passa (muitas vezes até subjetivamente) a informação e suas idéias para o público, deve ser bem observadas, analisadas e compreendidas. É preciso perceber que os discursos midiáticos promovem sensações, envolvem, apaixonam o receptor. O erotismo simplesmente produz prazer, convida-nos para o prazer imediato, mesmo se inconsciente.

Domingo, dia mundial do entretenimento, ao invés de aproveitar o que o mundo externo tem a oferecer, milhares de pessoas assistem ao Domingão do Faustão ou ao Domingo Legal. Acredito que nem é preciso comentar, mas vamos lá… Erotismo por toda a parte, desde as dançarinas do Faustão, passando pelas do Gugu, Pânico e quantos mais houverem… Falando em dançarinas, é inacreditável o programa Pampa Show, da Rede Record, evangélicos e tudo mais… As meninas são praticamente contratadas dentro das boates, tem uma ali que ainda faz seus programas (ah, não é programa de tevê não, vale lembrar)… As apresentadoras e suas notícias retiradas da internet, tipo “exposição de miniaturas em Viena” e coisas absurdas sem a mínima importância são simplesmente inacreditáveis.

Pois bem, dependemos da mídia para fins de entretenimento (!?) e informação. Informação na televisão é telejornalismo, telejornalismo e telejornalismo. Sim, possuímos dois programas estilo documentário, sendo que um é praticamente enlatado estilo National Geographic. Os telejornais ainda produzem uma sensação de informação, de que realmente detém a verdade. Apesar de parecer redundante, óbvio e até ingênuo, ainda sou da opinião que existe muita manipulação dos gatekeepers, muito interesse em promover informações que seriam “importantes” para a grande massa. Não consigo me ver nesse mundo… Concordo ainda com a afirmação que passamos a depender da mídia, inclusive para ver algum sentido na experiência, mas por via das dúvidas, continuo sem a tevê…

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/por-que-depender-da-midia/feed
Uma Lupa no Observatório da Imprensa http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/uma-lupa-no-observatorio-da-imprensa http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/uma-lupa-no-observatorio-da-imprensa#comments Mon, 22 Jun 2009 23:30:32 +0000 michelle http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=775 Michelle Raphaelli
7º Semestre

Em tempos de velocidade de informação, é pouco o tempo que o jornalista tem para refletir sobre o ato de “jornalecar”(escrever). Enlatados no modelo de sociedade e habituados a utilização das mesmas fontes, dos mesmos formatos de textos, o jornalista busca refletir sobre essas questões, somente nas universidades.

Existem diversas mídias que discutem inovações mais voltadas para os profissionais de comunicação e foi justamente para entender um pouco mais sobre a Lei de Imprensa e outras curiosidades que envolvem o interesse do jornalista que cheguei no site Observatório da Imprensa.

Uma mídia a serviço da autocrítica dos profissionais de comunicação interessados na ética e com a preocupação nos vários formatos destinados a públicos diversos. O site Observatório da Imprensa transparece suas intenções, quando expõe diversos pontos de vista sobre o mesmo assunto, ou veículo. As críticas são construídas com base em textos veiculados na mídia diária do país.

Enquanto os veículos estão voltados ao público consumidor de notícia e que devora as especulações sem opinião crítica, ou seja, o que o público lê passa a ser a opinião que ele tem, o Observatório trata de questionar as abordagens das linhas editoriais destes veículos. Os formatos são entregues ao editor, que acaba publicando e tornando a informação apenas senso comum. A busca da realidade do leitor, a programação das pautas, busca de formatos inovadores e a integração de senso crítico ainda são características distantes de muitos dos jornais, revistas, rádio e Tv no Brasil.

Segundo José Luis Braga, no livro A sociedade enfrenta sua mídia, os sentidos midiaticamente produzidos chegam à sociedade e passam a circular nesta, entre pessoas, grupos e instituições, impregnando e parcialmente dirigindo a cultura, se não circulassem, não estariam “na cultura”.

Mas como resposta a sociedade expõe que: Nem tudo que a mídia veicula, circula na sociedade. Talvez por esta falta de mediação entre jornalista e interesse público. Ou seja, a maneira como os dados econômicos chegam até a sociedade, por exemplo, não são entendidos pela maioria da população. É preciso adaptar a linguagem, transformá-la em realidade mensurável, de fácil acesso aos públicos. Este é um dos papéis dos jornalistas.

Neste contexto, os textos publicados no site problematizam questões sobre como fazer diferente, transformar, criar novas maneiras de “jornalecar” por aí. O Observatório acrescenta ao público que forma a opinião (jornalistas, por exemplo), conteúdo crítico sobre o fazer jornalístico.

O sistema social de resposta da mídia pode ser entendido facilmente assim: Um jornal pode virar embrulho ou lixo, mas as informações e os estímulos continuam a circular. O sistema de circulação interacional é essa movimentação social dos sentidos produzidos inicialmente pela mídia.

O site estabelece os conceitos e cria situações para que o leitor acrescente conteúdo a sua bagagem de conhecimento, e dificilmente todas as abordagens estão unidas em único texto ou autor. Há no dispositivo, confrontos de idéias e personalidades. O site tem por finalidade deixar ainda mais em pauta, questões internas de estrutura de texto e discussões voltadas para moral e a ética da profissão do jornalista. Emprega nos conteúdos o compromisso com a verdade, as fontes e entrega total às discussões sociais - buscando as percepções da mídia.

Os públicos interessados neste tipo de assunto buscam ali contextualização para suas argumentações em torno da qualidade dos produtos da mídia. Os limites estão nas autocríticas e nas reflexões sobre como fazer o jornalismo, como fazer diferente, como abordar este ou aquele assunto. Esse também o desafio dos profissionais de comunicação, fazer a abordagem e atribuir sentido para os públicos corretos.

Para vislumbrar as várias faces de uma notícia é preciso estar atento aos detalhes, as discussões e aprofundar conhecimentos na ética e sobre a mídia. Fica o convite para utilizar a lupa e não perder nenhum detalhe, literalmente, não só no site , mas sim, na observação da imprensa em geral.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/uma-lupa-no-observatorio-da-imprensa/feed
Sangue novo no mercado http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/sangue-novo-no-mercado http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/sangue-novo-no-mercado#comments Sun, 21 Jun 2009 16:55:18 +0000 athos http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=770 Athos Beuren
4º Semestre de jornalismo

Não faz muito tempo que a mídia impressa descobriu um novo nicho de mercado entre os jovens, no qual exploram não só o fator comercial imediato, mas a fidelização de leitores com um maior poder aquisitivo futuro. Publicações direcionadas para o público infanto-juvenil e adolescente eram inexistentes quando os veículos impressos consideravam que apenas na maturidade o interesse pela notícia e informação atualizada seria desperto. No entanto, a midiatização desmedida e a evolução do mercado publicitário contribuíram gerando precocidade sexual e necessidade de consumo entre os jovens. Paralelamente a esta precocidade, a mídia fomenta a superioridade através da posse de bens entre os jovens, criando uma disputa social de status. Antes ignorados pelos veículos impressos, a classe é vista agora como uma potencial consumidora da publicidade incutida em publicações segmentadas.

Na região do Vale do Sinos, temos ao menos duas publicações segmentadas para o público jovem, todas politicamente corretas. Tais cadernos, voltados a um público específico, tem linguagem visual própria e independência editorial em relação ao veículo onde são veiculados. Distribuído semanalmente nas edições de quintas-feiras do Jornal NH, o caderno Bah! trás aos mais jovens uma continuidade de suas vidas escolares, criando imediata identificação com o mesmo. O conteúdo da publicação, no entanto, não ultrapassa a superficialidade de uma esfera da qual o público alvo já está saturado. Este tipo de informação pouco contribui com a importante fase de formação de seu público, radicando o mesmo em um campo que acabam por supervalorizar. Agindo como um manual de instruções da conduta jovem, o Bah! não oferece conteúdo reflexivo, mas salienta ainda mais superficialidade da competição através do status social e exibicionismo. Sua versão virtual é pouco mais que uma mera reprodução da edição impressa, contendo poucos adendos.

No jornal Zero Hora, o material do segmento jovem é publicado nas sextas-feiras, sob o nome Kzuka. O grande trunfo deste caderno fica por conta de sua equipe editorial plurimidiática. Esta agrega grande valor à publicação e compartilha conhecimentos de maneiras distintas com seu público juvenil e adolescente. O caderno da Zero Hora oferece uma diversidade de opções ao leitor e satisfatória profundidade quando aborda interesses de áreas específicas. Além disso, o caderno cria ótimos links com o mundo físico aproximando o conteúdo que exibe da realidade palpável. A participação dos leitores na produção do Kzuka também não é pequena e pode-se dizer que eles contribuem diretamente com a construção de grande parte do conteúdo, atuando mais do que como meros consumidores da informação. Não fosse pelo projeto gráfico, poderia se dizer que a versão online do caderno atua como uma mídia independente, dada a vasta quantidade de material distinto que disponibiliza. O site utiliza inúmeros recursos midiáticos possibilitados pela internet e é alimentado por conteúdo de última hora.

O jovem moderno não deve ficar alienado em uma pequena cultura particular se pretende alimentar desde cedo as chances de um futuro promissor. Buscar informação e atualização constante é tão necessário quanto estabelecer vínculos e boas relações sociais. Creio que o Kzuka seja uma publicação do segmento jovem que oferece mais do que simples entretenimento, mas contribui com informação rica ao público alvo e auxilia na construção social. Fazendo um contrapeso, publicações como o Bah! acabam por agir de forma nociva quando propagam valores supérfluos mas de alto poder comercial. O simples fato de se omitir, ao invés de contribuir com a formação de uma classe que representa o futuro, caracteriza e fomenta a alienação e descaso social.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/sangue-novo-no-mercado/feed
Critica pela Critica http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica-pela-critica http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica-pela-critica#comments Sat, 20 Jun 2009 16:25:24 +0000 vitor http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=748 Vitor Hugo Xavier
5° Semestre

Nas minhas buscas por sites diferenciados de critica da mídia descobri um que é parecido com este: também um projeto de alunos, mas, aquele na realidade é uma revista eletrônica quinzenal que oportuniza aos alunos da UNASP - Centro Universitário Adventista de São Paulo, criticarem o fazer jornalístico, a mídia como um todo e também o material final do jornalista, as matérias e entrevistas de jornais, rádios e revistas. Mas seriam essas criticas da mídia destinadas a quem recebe ou a quem a faz? Os alunos do curso de jornalismo são críticos natos, em sua grande maioria, após alguns semestres. Todos já discursam, mesmo que para si, sobre o correto e o não correto da mídia, o ético e o não ético. E a maioria deles acredita que a critica da mídia tem o poder de mudar a sociedade ou o jornalismo, mas esquecem de que esta pode ser uma arma, se bem usada, para mudar o modo de se enxergar a mídia.

O mais interessante, e acredito totalmente válido é a existência de um Ombudsman da própria revista eletrônica que tem como objetivo criticar a mídia, ele faz exatamente uma critica da critica da mídia. Como a participação do Ombudsman, por coincidência, na revista eletrônica é a primeira, o assunto foi exatamente o ato de criticar. Ponto para ele ao criticar os textos embolados, coloquiais e apressados de estudantes em blogs de universidades (por sinal, não me importo de ser encaixado neste grupo). Para se criticar deve-se ter um mínimo de conteúdo, não basta querer, tem que saber fazer e não é algo fácil. Por isso que acredito que a critica não é simplesmente uma opinião qualquer e sim uma opinião especializada sobre o assunto, afinal é aquela velha história, todos nos comunicamos não é? Não é preciso estudar comunicação, vamos jogar fora a obrigatoriedade do diploma! Da mesma forma todos temos opinião, vamos então todos criticar, criticar e criticar. Não que os estudantes não tenham o direito aberto de testar o seu poder de fogo. Mas talvez eles deveriam antes de usá-lo pensar melhor ou ter a oportunidade de testá-lo de alguma outra maneira. Neste ponto mais uma vez concordo com o ombudsman, meu “colega” de critico da critica, no site ele afirma que os estudantes devem ter cuidado com a “critica pela critica”, o cuidado que se deve te rno exercício do jornalismo opinativo.

Entrando no quesito “textos de alunos” fica a certeza de que o foco não está aberto, não veríamos ali, por exemplo, uma critica ao observatório da mídia dos alunos de comunicação da Unisinos. Uma pena! Exaltações, ao meu ver, utópicas também são feitas pelos estudantes paulistas, aqueles velhos clichês “o quarto poder”, “a critica da mídia é o quinto poder”, “a imprensa pode mudar a sociedade”, etc. Convenhamos, se criticas realmente funcionassem ao criticado o mundo realmente seria outro. A critica tem efeito a quem a faz e não a quem a recebe. No momento que criticamos pensamos no alvo que metralhamos, refletimos em como poderia ser melhor e em como fazer melhor. Infelizmente apesar de todos terem opinião, nem todos são realmente críticos e a mudança acaba por não ocorrer.

A critica na realidade, e no caso de espaços como esses para alunos, é nada mais do que uma vitrine para expor suas idéias, ou um mero ambiente de testes, cabe ao jornalista ou estudante, saber aproveitá-la da maneira adequada. Para isso é necessário um estudo mais aprofundado no ato de criticar aos estudantes e mais preparo pa5ra os que se aventuram a criticar. Descordo, portanto, do pensamento do acadêmico de comunicação: de que as nossas opiniões em formatos de criticas criam na sociedade um “senso questionador, um comportamento mais atento na absorção das informações”, como afirma uma das estudantes que publicaram na revista eletrônica paulista.

]]>
http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica-pela-critica/feed