<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	>

<channel>
	<title>Observatório da Mídia</title>
	<atom:link href="http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia</link>
	<description>Just another WordPress weblog</description>
	<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 23:33:13 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.7.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>A imagem do gaúcho construída no Programa Galpão Crioulo</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/a-imagem-do-gaucho-construida-no-programa-galpao-crioulo</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/a-imagem-do-gaucho-construida-no-programa-galpao-crioulo#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 23:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jahn</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2532</guid>
		<description><![CDATA[Cássio de Almeida Pereira
6º semetre de Jornalismo
No início das manhãs de domingo, a RBS TV apresenta o Programa Galpão Crioulo. Ancorado por Antônio Fagundes, mais conhecido como &#8220;Nico&#8221;, e seus sobrinho, Neto Fagundes, a atração inicou em abril de 1982. É um programa que alimenta a identidade cultural gaúcha, sobretudo da música regional. Todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cássio de Almeida Pereira</strong><br />
<em>6º semetre de Jornalismo</em></p>
<p>No início das manhãs de domingo, a RBS TV apresenta o <a href="http://redeglobo.globo.com/rs/rbstvrs/" target="_blank">Programa Galpão Crioulo</a>. Ancorado por Antônio Fagundes, mais conhecido como &#8220;Nico&#8221;, e seus sobrinho, Neto Fagundes, a atração inicou em abril de 1982. É um programa que alimenta a identidade cultural gaúcha, sobretudo da música regional. Todos os cantores e grupos musicais de expressão da identidade gaúcha já passaram pelo programa.</p>
<p>Durante muitos anos, foi exibido entre 9 e 11 horas das manhãs de domingo. Com a mudança na grade de programação da Rede Globo, o programa passou a ser exibido nas tardes de sábado, às 14 horas. Atualmente é exibido nas manhãs de domingo, dividido em quatro blocos, com tempo de duração distintos.</p>
<p>No programa se rearticulam vivências e práticas dos gaúchos, além de alimentar imaginarios e conceitos presentes nos telespectadores riograndenses. Como entretenimento, o programa explora o sentimento de pertencer a um Estado. Apropria-se bem do ufanismo e certo narcizismo que toma conta dos habitantes (e descententes) do Rio Grande do Sul. E apesar de retratar gaúcho esteriotipado, forjado nas lidas do campo na fronteira e na campanha, acaba unificando as diferenças regionais.</p>
<p>Para além da música e gastronomia o gauchismo atravessa diversas práticas sociais, culturais e midiáticas, tendo grande repercussão no mês de setembro, durante as comemorações da Semana Farroupilha. Os próprios veículos e produtos de comunicação acampam, junto com os centros de tradição gauchesca. Assim, ao longo do ano esse espaço televisivo dá vazão para essas manifestações. A televisão, especificamente, possibilita que questões culturais determinadas de um grupo social atinjam outros grupos e indivíduos. Essas parecem ser estratégias que o Galpão Crioulo explora.  Essa figura emblemática, que reside no imaginário social, construído ao longo do tempo por atores sociais que se reorganiza e reelabora em um programa de televisão.</p>
<p>O Galpão Crioulo populariza a figura do gaúcho e ainda confere e legitima uma identidade midiática, gerando pautas e notícias. Na Semana Farroupilha, realizada anualmente nos meses de setembro, eles acompanham os diversos acampamentos e festas, mostrando particularidades de cada região do Estado. Além disso, explora pautas que envolvam o tema. Em 2010, por exemplo, um menino foi impedido de entrar numa escola de Caxias do Sul por estar trajado com as vestimentas gaúchas, esse tema foi discutido diversas vezes durante o Galpão Crioulo. É o programa explorando as vivências e realidades culturais locais.</p>
<p>No programa apresentado aos domingos pela manhã somam-se elementos técnicos, estéticos e midiáticos que caracterizam um discurso sobre o gaúcho. Isso pode ser lido na indumentária, no linguajar, nos utensílios de trabalho, na culinária e ainda nos valores tradicionais. Todos esses elementos ganham força na sociedade gaúcha que é considerada, historicamente, uma das mais conservadoras - o que explica também a multiplicação dos CTGs.</p>
<p>A trilha sonora de abertura do Galpão Crioulo, é a música &#8220;Origens&#8221;, cantada pelo Grupo &#8220;Os Fagundes&#8221;. No refrão, a letra &#8220;Eu sei que não vou morrer, porque de mim vai ficar&#8221;. A canção refere-se à imortalidade e perpetuidade, dois conceitos muito difundidos dentro dos Centros de Tradição Gaúcha. Sem esquecer de dar destaque à bravura, a letra representa o Rio Grande do Sul como um grande lar.</p>
<p>Outro destaque fica por conta da moda. Botas, chapéus de aba larga, bombachas largas e lenços também ajudam a reforçar essa imagem de um gaúcho singular. Ao mesmo tempo, fazem algumas modificações. Quando os laçadores e ginetes que competem em rodeios pelo Rio Grande do Sul passaram a usar boinas uruguaias e bombachas mais estreitas, essas peças, aos poucos, passaram a figurar no Galpão Crioulo.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que no programa o gaúcho é retratado como o homem rude que faz sua vida na lida campeira, via música, ele é descrito como sentimental, emotivo, apegado à família e à tradição. Assim o gaúcho nos dias atuais pode ser definido como aquele que cultiva um sentimento de orgulho e apego por sua terra, suas tradições, por sua família. Tudo isso demonstrado através das músicas, da poesia, dos quadros culturais.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que a cultura gaúcha é recriada, que alguns elementos são reforçados, outros são criados a cada Galpão Crioulo. Enquanto os demais produtos midiáticos promovem uma homogeneização cultural, no programa se percebe o ressurgimento do local.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/a-imagem-do-gaucho-construida-no-programa-galpao-crioulo/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Observatório das Favelas</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/observatorio-das-favelas</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/observatorio-das-favelas#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 20:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mimamoura</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[observatório de favelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2502</guid>
		<description><![CDATA[Miriam Moura
8º semestre de Jornalismo
O Observatório de Favelas foi criado em 2001 e é uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos. Conforme descrição do site, sua principal missão é a elaboração de conceitos, projetos, programas e práticas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic; "><strong>Miriam Moura</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic; "><em>8º semestre de Jornalismo</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/home/index.php" target="_blank">Observatório de Favelas</a> foi criado em 2001 e é uma organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos. Conforme descrição do site, sua principal missão é a elaboração de conceitos, projetos, programas e práticas que possam contribuir na formulação de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais. Para isso, são trabalhadas três diferentes áreas – comunicação e cultura, desenvolvimento territorial e direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua proposta é integrar essas áreas, para que elas atuem de forma complementar. O site conta com uma diversificada equipe: antropólogos, jornalistas, geógrafos, pedagogos, fotógrafos, filósofos, psicólogos, biólogos e produtores culturais. Já as fontes de consulta são compostas por historiadores, advogados, jornalistas, geógrafos, sociólogos, psicólogos, economistas e músicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao analisar seus projetos, pelo que é apresentado, buscam e trabalham a integração social das comunidades periféricas. Atuam de forma a reduzir as diferenças sociais, a ampliar o conhecimento e incentivar o exercício da cidadania. Entretanto, percebe-se a influência de diversas parcerias, como organizações, empresas, órgãos do governo e universidades. Talvez, isso projete uma incoerência das ações em prol do benefício dessas “parcerias”, que podem promover-se através dos projetos e ainda buscar isenção de impostos através da Lei de Incentivo à Cultura. Ou ainda, retrata o que, no fundo, todas as organizações buscam: consolidar-se no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;"><span>No ambiente “Notícias &amp; Análises”, o Editorial e as três postagens iniciais abordam, de forma bastante crítica, o racismo no Brasil, através da intolerância religiosa dos afro-descendentes. É sabido que, apesar de muitas vezes mascarado, ainda é possível presenciar casos de racismo em todas as regiões do país. Em alguns lugares, talvez mais do que outros. Confesso que não conheço os costumes e a cultura carioca, além do que é exposto na mídia tradicional. Mas, por conhecimento de costumes e cultura gaúcha, os textos parecem mais de racismo branco. Explico. Da parte dos autores assumidademente afro-brasileiros, parece haver uma luta constante contra os brancos, mostrando-se sempre como oprimidos e inferiorizados. Por conseguinte, existe a necessidade constante de se manifestarem da forma que cada vez mais pessoas sejam incorporadas a esse “movimento”. Os textos inicialmente analisados provocam essa impressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Como o próprio site caracteriza a parte de “Notícias &amp; Análises”, esse setor, por assim dizer, tem como “meta veicular a produção de programas sociais de formação em comunicação e de meios locais de informação”. O Observatório de Favelas se autodenomina uma mídia cidadã, pois se esforça para veicular nesta editoria, conteúdos elaborados por indivíduos e grupos que desafiam os estereótipos predominantes sobre as favelas e os seus moradores, que criam experiências de exercícios de cidadania na sua comunidade ao intervirem no campo das mídias e comunicações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Seguindo esse contexto, este Observatório, pode ser considerado de certa forma, ombudsman dessas comunidades. Nele há o recebimento de críticas, sugestões e reclamações para agir em defesa imparcial da comunidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Apesar de ser de conhecimento amplo que a maior parte da população residente nas favelas é de raça/cor negra, a análise das primeiras matérias visualizadas em “Notícias &amp; Análises”, não mostra totalmente uma imparcialidade, e sim uma defesa em prol dos negros e suas religiões. A matéria “Intolerância Religiosa” exemplifica de forma explícita o apoio às religiões umbandistas e candomblé, sendo que a única forma de acordo ou solução que o texto apresenta é que as pessoas praticantes dessa religião não tenham vergonha de se assumirem como tal. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>A matéria cita falas de integrantes da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa criticando integrantes de outras religiões – principalmente evangélicos – e apresenta como atividades para defesa das religiões com matiz africana a Marcha pela Liberdade Religiosa e o mapeamento de Casas de Religiões no Rio de Janeiro. Apresenta o depoimento de uma pessoa, vítima de preconceito religioso, atendida pela CCIR, mas em nenhum momento apresenta informações provenientes dos supostos perseguidores ou pessoas contrárias a essas religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Não quero agora entrar em debate acirrado sobre racismo e preconceitos étnico-raciais. É certo que as religiões afro são sub representadas, e que outras religiões tentam sobrepujar seus ideais. Mas acredito que, para se obter a imparcialidade desejada, seria necessário buscar depoimentos também de representantes católicos, espíritas e até mesmo dos neopentecostais ou evangélicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Dessa forma, é perceptível que o site defende sim, os interesses de determinadas camadas da comunidade. Mas não de forma imparcial como deveria ser. Logo, o sistema de resposta social da mídia, não parece ser “completo”. O site traz, sim, seus apontamentos sobre como as favelas são mostradas na mídia, mas de maneira sutil, não sendo imparcial, e deixando a desejar no que diz respeito ao direito de resposta, por assim dizer. É preciso (sempre) ouvir os dois lados, mesmo que a matéria acabe tomando um rumo, na maioria das vezes, previsível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span> Observatório das Favelas ainda não tem grande repercussão entre a maior parte dos brasileiros, como tantos outros portais do mesmo viés. É preciso que haja a interação do público para que se perceba outros pontos de vista, para que não apenas quem escreve, mas o próprio público, saiba como este se vê nas mídias, se é exatamente como acontece neste site, ou se este se diferencia em algum ponto, por exemplo. O sistema de resposta social não deveria servir apenas para denunciar as falhas dentro da mídia, mas deveria colaborar para que a mesma tivesse soluções para (muitos) deslizes que são cometidos não apenas pelas emissoras, pelos jornalistas também.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span lang="EN-US">A sociedade, que é quem consome a informação em suas diversas nuances, que pode contribuir para mudanças nas mídias de massa, desde que haja circulação das suas demandas e acompanhamento das produções. Não basta que existam sites e mais sites que se propõe a análises, é necessário que a sociedade interfira, colabore, opine e seja estimulada a criticar. O público é quem consome a informação, e se este não manifesta nenhum tipo de “reação” em cima daquilo que lhe é oferecido, fica difícil mudar (para melhor). Conforme Braga, não somos meros receptores daquilo que a mídia produz, mas à partir daquilo que processamos/agimos/recebemos, podemos interferir através de inúmeros mecanismos, sejam estes “observatórios” ou não, naquilo que a mídia produz. </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/observatorio-das-favelas/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Por um Brasil mais saudável</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/por-um-brasil-mais-saudavel</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/por-um-brasil-mais-saudavel#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 15:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renatatgomes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil Sem Cigarro]]></category>

		<category><![CDATA[crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Fantástico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2495</guid>
		<description><![CDATA[

Renata Gomes
6º semestre de Jornalismo
Brasil Sem Cigarro parece uma repetição de outros quadros já exibidos pelo Fantástico. Mas o que faz esses temas serem tão recorrentes em um dos programas de cunho informativo de maior importância da Rede Globo? Justamente, pela representatividade informativa que possuem, estes quadros ganham destaque na revista eletrônica dominical e nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><!--[if gte mso 10]&gt;--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;">
<p class="MsoNormal"><strong><span>Renata Gomes</span></strong><span><br />
<em></em></span><em><em style="font-style: italic;"><em style="font-style: italic;">6º semestre de Jornalismo</em></em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span><a href="http://fantastico.globo.com/platb/brasil-sem-cigarro" target="_blank"><span>Brasil Sem Cigarro</span></a></span><span> parece uma repetição de outros quadros já exibidos pelo Fantástico. Mas o que faz esses temas serem tão recorrentes em um dos programas de cunho informativo de maior importância da Rede Globo? Justamente, pela representatividade informativa que possuem, estes quadros ganham destaque na revista eletrônica dominical e nos possibilitam enxergar questões de interesse nacional de modo a refletir sobre nossas ações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> Através de reportagens e do acompanhamento de ex-fumantes, o quadro apresenta os riscos trazidos pelo fumo e histórias de pessoas que superaram e vivem uma vida saudável sem o cigarro. Já faz tempo que as campanhas publicitárias de cigarro foram extintas e as carteiras andam cada vez mais agressivas com as imagens de pessoas mutiladas, fetos, necroses e etc. Mas quadros como esse são importantes, na medida em que apresentam diferentes realidades a fim de mobilizar o público, conscientizando-os sobre os riscos provocados pelo fumo. Drauzio apresenta o quadro, com uma linguagem simples e fácil de compreender , sem os jargões médicos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> Há que se destacar, também, que esses quadros são apresentados não por um jornalista de formação, mas por um médico que é, aliás, um ex-fumante, o que dá mais credibilidade. Trata-se de um especialista já experiente na função de apresentador, comprovando que é possível produzir conteúdo sem ser profissional da área da comunicação. Além do mais, não há nada melhor do que um médico, ex-fumante, para falar dos malefícios do cigarro, que é um dos principais vilões dessa geração, responsável por gerar aposentadorias precoces, gastos com o SUS, dando ao governo despesas as quais poderiam ser investidas em outros campos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> O quadro cumpre o seu papel de levar a informação ao espectador como forma de cumprir a sua função social de conscientizar. Para isso, além da página dentro do site do Fantástico, o quadro ainda conta com um blog em que são feitas as atualizações sobre os temas debatidos ao longo da exibição. Além disso, o usuário tem a possibilidade se conectar com as redes sociais, podendo compartilhar as informações contidas no site. É uma boa maneira de difundir a idéia do quadro que é mobilizar a população dos riscos que o fumo pode ocasionar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> Penso que há outros temas que também deveriam ser abordados com mais profundidade do que são atualmente como, por exemplo, o alcoolismo, motivo para violência seja sob forma de agressões físicas como em tragédias nas estradas. Quem sabe quadros como Brasil Sem Fumo e o <a href="http://fantastico.globo.com/platb/medidacerta" target="_blank"><span>Medida Certa</span></a>, este último também do Fantástico e que acompanhou os jornalistas Renata Ceribelli e Zeca Camargo na luta contra a balança, venham a trazer mais e mais idéias para o nosso campo jornalístico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> É preciso salientar que estes quadros, por terem uma característica mais realista e mais prática, chamam muito mais a atenção do público do que, simplesmente, expor o problema do cigarro ou da obesidade. Além disso, acabam servindo de objeto para programas de humor que confirmam a relevância dos quadros. A repercussão destes produtos é o principal fator que os insere em um sistema de resposta, uma vez que a mídia passa a falar dela mesma, mas essa já é uma outra história.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/por-um-brasil-mais-saudavel/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A teledramaturgia enquanto mídia influente</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/a-teledramaturgia-enquanto-midia-influente</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/a-teledramaturgia-enquanto-midia-influente#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 12:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauricio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da mída]]></category>

		<category><![CDATA[Fina Estampa]]></category>

		<category><![CDATA[Novelas]]></category>

		<category><![CDATA[Teledramaturgia]]></category>

		<category><![CDATA[Torre de Babel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2492</guid>
		<description><![CDATA[Maurício Wolf
5º Semestre de Jornalismo
Sem dúvida alguma, as telenovelas da Rede Globo são líderes de audiência no chamado horário nobre da televisão. O gênero, caracterizado por explorar enredos de fácil aceitação pelo público - como histórias de amor e conflitos familiares e sociais - é normalmente classificado como um produto descartável, como uma oposição a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Maurício Wolf</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>5º Semestre de Jornalismo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida alguma, as telenovelas da Rede Globo são líderes de audiência no chamado horário nobre da televisão. O gênero, caracterizado por explorar enredos de fácil aceitação pelo público - como histórias de amor e conflitos familiares e sociais - é normalmente classificado como um produto descartável, como uma oposição a <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI659284-EI994,00.html" target="_blank">literatura</a>, ao cinema ou ao teatro, visto que é um produto extremamente acessível voltado a pessoas de todos os níveis sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a premissa básica de retratar aspectos da <a href="http://f5.folha.uol.com.br/televisao/1010409-novela-celeste-enfrenta-baltazar-em-fina-estampa.shtml" target="_blank">realidade</a>, as novelas televisivas criam uma espécie de justificativa para o comportamento adotado pela sociedade, pois não há nessas estórias nenhum aspecto que fomente uma reflexão sobre as atitudes dos personagens, que, em geral, são carismáticos e bem sucedidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, no atual contexto, a internet surge como importante aliada, na medida em que ela auxilia a fidelizar o telespectador, oferecendo seja por meio de sites personalizados ou redes sociais, conteúdo exclusivo. Este, podemos dizer, é o grande avanço sofrido pela teledramaturgia brasileira desde o início da sua história, a interatividade que é fundamental para o andamento da novela, visto que os rumos da trama quase sempre dependem do telespectador. Se ele não gosta de algo, imediatamente o autor da novela trata de modificar o enredo. Foi o que ocorreu na novela Torre de Babel, do autor Sílvio de Abreu.  Na trama as personagens Rafaela Katz e Leila Sampaio, interpretadas respectivamente por Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer, que viviam um romance na trama, acabam morrendo na explosão que se tornou o grande mistério da novela.  Na época, o público não aceitava relacionamentos homossexuais nas telenovelas e boatos surgiram que as personagens foram cortadas da trama por esse motivo.  É dessa forma que o público também acaba influenciando no andamento da trama.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre as representações que as novelas fazem da sociedade, podemos usar como exemplo a atual novela das oito (que na verdade é das nove), Fina Estampa de Aguinaldo Silva, este, aliás, nosso colega de profissão.  Na trama encontramos uma jornalista, ou, pelo menos, uma caricatura. Por questões que não convém ressaltar aqui, a personagem não faz mais parte da trama, pois foi assassinada.  O fato é que ela mais que uma jornalista, era uma bisbilhoteira, chantagista sem escrúpulos. Como o telespectador vai reagir diante dessa informação, sobretudo os com pouca instrução? Não é raro vermos a mídia relatando sobre famosos que apanham nas ruas, que são xingados ou mesmo elogiados pela atitude que tomam na novela. A teledramaturgia, tema de estudos em importantes universidades brasileiras, por ser uma grande propositora e, por que não, agregadora, passa a abordar alguns temas a exaustão e transforma situações da vida real em caricaturas e ela faz isso, geralmente, com temas polêmicos como a homossexualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de vermos comportamentos e preconceitos refletidos nas telas, a teledramaturgia tem o poder de mudar a opinião popular lentamente, abrangendo temas polêmicos de maneira sutil. Desde o combate à ditadura até o modelo familiar “ideal”, as novelas influenciam de maneira arguciosa o comportamento da sociedade, em especial das <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI26593-15295,00-ALBERTO+CHONG+AS+TELENOVELAS+MOLDARAM+O+BRASIL.html" target="_blank">mulheres</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora influente, o gênero depende da aceitação do público e funciona como uma espécie de obra aberta, cujo desenvolvimento e desfecho podem ser alterados a qualquer momento, de acordo, principalmente, com os índices de audiência, ou seja, segundo o interesse imediato dos espectadores na história, como já foi salientado anteriormente. Por esse motivo, as ideias mais “radicais” são inseridas lentamente, o que torna a mudança lenta, porém perceptível.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/a-teledramaturgia-enquanto-midia-influente/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Tudo como antes no quartel de Abrantes</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/2487</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/2487#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 20:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>natalia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[jornal nacional]]></category>

		<category><![CDATA[Patrícia Poeta]]></category>

		<category><![CDATA[rede globo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2487</guid>
		<description><![CDATA[Natália Silveira 
6º semestre de Jornalismo
Na última segunda-feira, 5 de dezembro, o tradicional Jornal Nacional (Globo) passou por mais troca de apresentadores. Sai Fátima Bernardes, após 14 anos de bancada e entra Patrícia Poeta que, por quatro anos, apresentou o Fantástico, revista eletrônica dominical da Rede Globo. Não foi a primeira vez que o mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Natália Silveira <em><br />
</em></strong></strong><em><em>6º semestre de Jornalismo</em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Na última segunda-feira, 5 de dezembro, o tradicional Jornal Nacional (Globo) passou por mais <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MeIMNS4k3PY" target="_blank">troca de apresentadores.</a> Sai Fátima Bernardes, após 14 anos de bancada e entra Patrícia Poeta que, por quatro anos, apresentou o Fantástico, revista eletrônica dominical da Rede Globo. Não foi a primeira vez que o mais importante telejornal da emissora passa por uma mudança como essa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 40 anos, <a href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/04/confira-historia-do-jn.html" target="_blank">o JN mudou de apresentador cerca de 10 vezes.</a> A primeira mulher a apresentar o telejornal, foi a jornalista Lillian Witte Fibe (1996) que se firmou como uma das principais âncoras do programa ao lado de William Bonner. Fátima Bernardes só viria a apresentar o JN ao lado do marido anos mais tarde, em 1998, quando ambos se firmariam como o tradicional casal do programa. Mas se houve tantas trocas nesses anos, por quê a atual mudança virou um evento?</p>
<p style="text-align: justify;">É fato que o Jornal Nacional ao longo dos seus 40 anos de história foi crescendo, na medida em que a família brasileira foi se afeiçoando a esse que é um dos primeiros telejornais a ser exibido em rede nacional. Contudo, o prestígio do telejornal não o transforma em uma novela, na tentativa de humanizar o jornalismo, como descreveu Maurício Stycer em seu <a href="http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/12/05/globo-tenta-humanizar-jornalismo-e-transforma-troca-no-jn-em-novelinha-piegas-de-15-minutos/" target="_blank">blog</a>. Além disso, a publicidade em cima da troca, foi absurda.</p>
<p style="text-align: justify;">Não bastasse as mídias impressas do grupo e dos grupos parceiros publicarem matérias sobre a entrevista coletiva que anunciava o afastamento de Fátima do telejornal (ela assumirá um <a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/12/programacao-matinal-da-tv-globo-se-voltara-ao-publico-adulto-em-2012.html" target="_blank">novo programa matinal </a>em 2012), durante toda a semana, o momento da troca foi salientado pelos próprios apresentadores ao longo da semana. Isso permitiu que o público acompanhasse o telejornal até o seu desfecho, ocorrido na segunda-feira. Foi, sem dúvida, uma estratégia inteligente para atrair ainda mais atenção do público para este programa que já tradicional e onipresente nos lares das famílias brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">A saída de Fátima Bernardes do JN é um fato midiático, mas será que é merecedor de tamanha repercussão? Afinal de contas, é só uma troca como todas as outras anteriores. A surpresa está, acredito, em substituir uma apresentadora tradicional, firmada naquela posição de âncora, por uma jornalista com um nível de experiência de bancada inferior. É o choque de substituir 14 anos por alguém novo que vai enfrentar muitos desafios, talvez mais grandiosos como quando a própria Fátima enfrentou ao assumir o programa.</p>
<p style="text-align: justify;">A jornalista Patrícia Poeta não passa a credibilidade que o JN exige e alguns pontos, como, por exemplo, a voz, são determinantes nesse sentido. Mas é um desafio para Patrícia e, também, para os telespectadores para se habituarem a nova companheira de William. Evidente que é difícil equiparar uma jornalista como Fátima Bernardes que há anos apresenta telejornais, com Patrícia Poeta. Mas com tantas outras jornalistas de excelência em seu quadro de profissionais, com experiência em apresentação de telejornais de bancada, por quê da escolha por Patrícia? Talvez seja, justamente, para dar a ela uma nova chance de mudar, de mostrar competência e capacidade para assumir novas funções dentro do jornalismo da Rede Globo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, raramente se viu jornalistas que migraram de um programa como o Fantástico para um jornal de bancada como o Jornal Nacional. Geralmente os jornalistas começam como repórter e aos poucos assumem como apresentadores. Sério Chapelin, por exemplo, que formou ao lado de Cid Moreira uma das duplas que mais tempo permaneceu a frente do Jornal Nacional em meados dos anos 70, assume , desde 1995, a apresentação do Globo Repórter, programa jornalístico com características distintas dos tradicionais telejornais de bancada. Agora essa transição de um estilo telejornalístico específico, de revista como o Fantástico, para um telejornal como o JN, nunca existiu na Rede Globo. Versões a parte, cada um acredita na que quiser, não é mesmo? Quem vai decidir se a troca foi ou não satisfatória, será o próprio telespectador que deve se manifestar através da <a href="http://www.jb.com.br/heloisa-tolipan/noticias/2011/12/09/audiencia-do-jornal-nacional-cai-apos-saida-de-fatima-bernardes/" target="_blank">audiência.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/midia/2487/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O lado B do jornalismo</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/o-lado-b-do-jornalismo</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/o-lado-b-do-jornalismo#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 23:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brsilvacardoso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Diário Liberdade]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo B]]></category>

		<category><![CDATA[O Diúvio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2444</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Cardoso 
5º semestre de Jornalismo
Os blogs e sites de críticas da mídia só ganham conhecimento dentro das salas de aulas de comunicação e com alguns profissionais mais engajados nas causas do jornalismo. Esses  dispositivos de comunicação são ferramentas para a debater a produção midiática e as interações sociais com e sobre os fenômenos das mídias. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><strong>Bruno Cardoso <em><br />
</em></strong></strong><em><em>5º semestre de Jornalismo</em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Os blogs e sites de críticas da mídia só ganham conhecimento dentro das salas de aulas de comunicação e com alguns profissionais mais engajados nas causas do jornalismo. Esses  dispositivos de comunicação são ferramentas para a debater a produção midiática e as interações sociais com e sobre os fenômenos das mídias. Entre essas publicações  está o blog <a href="http://jornalismob.wordpress.com">Jornalismo B</a>, editado pelo jornalista Alexandre Haubrich. Além do online, o canal de crítica possui um jornal de periodicidade  quinzenal. Os dois canais são  uma “voz na defesa de uma sociedade democrática e de uma mídia plural. Por princípio e por função prática, mídia independente só se faz de forma colaborativa, coletiva, com ampla participação”, autodefine o blog.</p>
<p style="text-align: justify;">As publicações do Jornalismo B são críticas, principalmente, aos  grandes veículos de comunicação, os  ideais de esquerda e de defesa aos professores e alunos da rede pública de ensino. Os textos do blog seguem o estereótipo de publicações socialistas e comunistas, mas importantes diante de uma mídia sem bandeiras e tão homogênea. O site pouco analisa a realidade dos profissionais, já que o seu objetivo é analisar o que é publicado nos veículos de comunicação sobre política, meio ambiente, cultura e até esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">O blog ainda possui parceiras com outros veículos alternativos de comunicação, como <a href="http://odiluvio.blogspot.com/p/o-diluvio.html">O Dilúvio</a> revista de Porto Alegre, editada em desde 2003 e que escreve sobre jornalismo cultural, e o <a href="http://www.diarioliberdade.org">Diário Liberdade</a> site “portal anticapitalista da Galiza e os países lusófonos”.</p>
<p style="text-align: justify;">José Luiz Braga acredita que o sistema de resposta é uma forma de educar o leitor (nesse caso o internauta) de não apenas receber o que é oferecido pela mídia e sim observá-lo e conseguir criticá-lo. Pena que essas críticas sejam tão pouco explorados pela recepçao, inclusive estudantes de comunicação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/o-lado-b-do-jornalismo/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Malhação e seu Público-alvo</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/malhacao-e-seu-publico-alvo</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/malhacao-e-seu-publico-alvo#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 23:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Malhação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2430</guid>
		<description><![CDATA[Letícia Silveira
5º Semestre de Jornalismo
Quem viveu sua pré-adolescência nos anos 90, com certeza, sabe o que é e já assistiu, ao menos, alguns episódios da &#8220;novela&#8221; Malhação. Exibida no final da tarde, está no ar desde 1995, com mais de 4 mil capítulos. Desde seu início, aborda questionamentos comuns da juventude: Preconceito, prevenção a AIDS, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Letícia Silveira</strong><br />
<em>5º Semestre de Jornalismo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Quem viveu sua pré-adolescência nos anos 90, com certeza, sabe o que é e já assistiu, ao menos, alguns episódios da &#8220;novela&#8221; Malhação. Exibida no final da tarde, está no ar desde 1995, com mais de 4 mil capítulos. Desde seu início, aborda questionamentos comuns da juventude: Preconceito, prevenção a AIDS, inicio da vida sexual, relações com os pais e amigos, dúvidas em relação ao futuro profissional, direitos e deveres de cada cidadão, gravidez na adolescência, uso de anabolizantes, tabagismo e muitos outros temas socioeducativos.</p>
<p style="text-align: justify;">De uns tempos pra cá, o que impressiona é a forma com que a telenovela tem abordado estes temas. Se compararmos a Malhação de 1995 com esta última temporada, o sexo, por exemplo, vem sendo tratado como algo que pode acontecer em qualquer lugar, com qualquer um. Além disso, a forma como se lida com a diferença social e a relação com os pais é de se pensar. O que deve ser analisado é que, a faixa etária indicativa do programa é para maiores de dez anos, mas o conteúdo apresentado é voltado diretamente a adolescentes, que muitas vezes assistem ao programa. Sendo assim, não seria interessante repensar a forma que esta criança vai receber esse tipo de informação. A televisão também exerce um papel educativo e apesar de levar uma ideia já pré-estabelecida ao consumidor, essa passa pelos valores, visões de mundo e redes de interlocução deste. Por isso é preciso rever quem é o público-alvo realmente, e adequar a telenovela a ele.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/malhacao-e-seu-publico-alvo/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Espaço para discussão cultural</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/espaco-para-discussao-cultural-observatorio-do-itau-cultural</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/espaco-para-discussao-cultural-observatorio-do-itau-cultural#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 23:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cassiagrasiele</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[crítica da crítica]]></category>

		<category><![CDATA[Itaú Cultural]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/observatorio/espaco-para-discussao-cultural-observatorio-do-itau-cultural</guid>
		<description><![CDATA[Cássia Oliveira
5º Semestre de Jornalismo
Apesar de pouco divulgados, existem meios interação com a mídia nos quais é possível acompanhar e opinar quanto ao conteúdo apresentado nos veículos de comunicação. Após receber grande número de informação diariamente passamos a criticar e analisar a qualidade das mesmas. É o sistema de resposta social, onde é aberta a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Cássia Oliveira</strong><br />
<em>5º Semestre de Jornalismo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de pouco divulgados, existem meios interação com a mídia nos quais é possível acompanhar e opinar quanto ao conteúdo apresentado nos veículos de comunicação. Após receber grande número de informação diariamente passamos a criticar e analisar a qualidade das mesmas. É o sistema de resposta social, onde é aberta a discussão de conteúdos contribuindo para o crescimento, não só das produções, mas também do público que, com espaços de crítica, evolui em suas percepções e exigências. A organização da sociedade para a crítica dos conteúdos, encontrada em programas de agendamento de pautas, fóruns de debate ou em colunas de ombudsman, se destina a intervir ou participar na melhoria dos conteúdos.</p>
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://www.itaucultural.org.br/" target="_blank">Observatório do Itaú Cultural</a> foi criado em 2006 para refletir quanto a cultura e favorecer o enriquecimento das produções por meio do diálogo. Nele há espaços para discussões quanto ao público dos espetáculos e o tipo de conteúdo que buscam, assim como falar das políticas de incentivo promovidas. O conteúdo é apresentado dividido nas guias de pesquisa, atividades e biblioteca, ente outras. Todos voltados a ampliar discussão quanto a cultura e tomar uma perspectiva crítica do tema. Nas edições da revista do observatório é possível encontrar material quanto aos direitos culturais no Brasil ou diversidade de cultura, enquanto na guia há ofertas de cursos e aulas de diversos segmentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Normalmente consumimos a cultura e, mesmo que naturalmente façamos uma avaliação e até transmitimos um retorno crítico, este se restringe a uma opinião geral e transmitida apenas de forma informal, em conversas com amigos. Nos observatórios há espaço para melhor análise e interpretação e melhor percepção, com ampliação da possibilidade do acesso e oportunizando novos comentários e discussões a partir da crítica inicial. Ao abrir para as discussões o espaço colabora para inserir uma visão critico analítica na observação dos conteúdos culturais, mas não alcança o objetivo por não ter a participação. Não existe grande interação ou participação nos espaços de crítica que são portanto, mal aproveitados. As discussões ali propostas não retornam para a sociedade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/espaco-para-discussao-cultural-observatorio-do-itau-cultural/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Para uma sociedade impertinente</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/para-uma-sociedade-impertinente</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/para-uma-sociedade-impertinente#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 21:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nathalieabrahao</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Correio de Gravataí]]></category>

		<category><![CDATA[qualidade no jornalismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2424</guid>
		<description><![CDATA[Nathalie Abrahão
5° semestre de jornalismo
Toda segunda-feira, o leitor do Jornal de Gravataí se depara com a coluna “O Leitor Impertinente”. Trata-se de uma página do jornal tabloide dedicada a contar “causos” do mundo jornalístico, dar dicas de livros que debatem a imprensa brasileira e mundial, comentar reportagens do jornal municipal e fazer a crítica jornalística [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Nathalie Abrahão</strong><br />
<em>5° semestre de jornalismo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Toda segunda-feira, o leitor do Jornal de Gravataí se depara com a coluna “O Leitor Impertinente”. Trata-se de uma página do jornal tabloide dedicada a contar “causos” do mundo jornalístico, dar dicas de livros que debatem a imprensa brasileira e mundial, comentar reportagens do jornal municipal e fazer a crítica jornalística do que foi publicada na semana anterior. O texto é assinado pelo jornalista e professor da UFRGS, Mário Rocha e faz parte das pesquisas voluntárias do professor.</p>
<p style="text-align: justify;">As críticas de Mário são realizadas de maneira imparcial e opinativa. O jornalista as expõe de forma clara, sem meias palavras. Na última segunda-feira, 21 de novembro, por exemplo, ele escreveu sobre o caderno “Meio Ambiente” que circula nos três jornais do Grupo CG (Jornal de Gravataí, Diário de Cachoeirinha e Diário de Viamão). O foco da crítica teve dois ângulos: o número de páginas e a linha editorial. Somente quatro páginas. Em relação ao conteúdo, as matérias foram classificadas como “tapa buraco” por não se tratar de um trabalho de apuração e pesquisa da redação. O jornalista relatou sua ida ao Rio de Janeiro, coincidentemente naquela mesma semana para um Congresso de Jornalismo Ambiental, mostrando que há temas inexplorados e sugeriu outros caminhos que não os lugares comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Na coluna aparece a ideia de resposta social à mídia, isto é, a sociedade enfrentando sua mídia. Em A sociedade enfrenta sua mídia – Sistema de Resposta Social (Loyola, 2005), José Luiz Braga trabalha com a hipótese de que os leitores e consumidores de produtos midiáticos podem desenvolver este tipo de processo. Neste caso concreto do Jornal de Gravataí, a crítica é feita por um especialista/jornalista retrabalha produtos jornalísticos ou de mídia que circularam. É um trabalho comentado dos materiais oferecidos pelo sistema de produção à recepção e que são redimensionados com novos sentidos sociais. Como dispositivo social, o Leitor Impertinente faz crítica, gera retorno sobre a redação, sistematiza informações veiculadas ao longo da semana, promove processos educacionais e formativos com os leitores, e por isso pode ser apontado como um processo de aprendizagem em público.</p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.bancadigital.com.br/cg/cgravatai/reader2/">coluna analisada do dia 21 de novembro</a> não teve um caráter militante ou argumentações sobre o controle da mídia. Pareceu-nos que ela tem uma preocupação com a melhora dos produtos jornalísticos.  A coluna do jornalista Mário Rocha mostra aos gravataienses que há como ser mais exigente em relação ao que é lido nos jornais diários. A mídia da cidade, ao que parece depois do ingresso da coluna crítica se preocupa mais com a qualidade de suas informações. O que é muito válido, pois seria esta a intenção do feedback em relação ao material jornalístico, mostrar o que esta irregular para que leitores tenham acesso à produtos de melhor qualidade e jornalistas se aperfeiçoando em seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Após ter contato com este tipo de texto o leitor deve aproveitar o máximo os “ensinamentos” que ali se revelam diretamente ou nas entrelinhas, para que ele também se torne um leitor impertinente, pois é a sociedade que faz as coisas mudarem, inclusive os meios de comunicação. O jornal em questão não debate sobre a coluna de segunda-feira da página sete, a crítica acaba ali e cada um que a entenda como quiser. Esta limitação, parafraseando Braga, “não alimenta significamente o debate social”, o que deveria, mas espero, profundamente, que sirva de reflexão para muitos leitores que não interpretam o que lêem e apenas aceitam a verdade criada pelo seu jornal preferido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/para-uma-sociedade-impertinente/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Câncer de Lula virou espetáculo</title>
		<link>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/cancer-de-lula-virou-espetaculo</link>
		<comments>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/cancer-de-lula-virou-espetaculo#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 18:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mimamoura</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Crítica da crítica da mídia]]></category>

		<category><![CDATA[câncer]]></category>

		<category><![CDATA[Espetáculo]]></category>

		<category><![CDATA[Lula]]></category>

		<category><![CDATA[Mais Você]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/?p=2420</guid>
		<description><![CDATA[Miriam Moura
8º Semestre de Jornalismo
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi diagnosticado com um câncer na laringe, no dia 29 de outubro desse ano. A doença foi descoberta  no decorrer de uma série de exames. O tumor foi definido como de agressividade média, e o tratamento será realizado no Hospital Sírio-Libanês, onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Miriam Moura</strong><br />
<em>8º Semestre de Jornalismo</em></p>
<p style="text-align: justify;">O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi diagnosticado com um câncer na laringe, no dia 29 de outubro desse ano. A doença foi descoberta  no decorrer de uma série de exames. O tumor foi definido como de agressividade média, e o tratamento será realizado no Hospital Sírio-Libanês, onde prevê sessões de quimioterapia e radioterapia e uma possível cirurgia caso o tratamento não surta efeito.  Em caso de cirurgia  as cordas vocais poderão ser afetadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://www.aparaiba.com/wp-content/uploads/2011/11/lula-careca-2.jpg" alt="" width="620" height="465" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Este fato tem sido alvo de especulações da mídia em geral, mas em análise à programação da Rede Globo, pude constatar uma cobertura desfocada e espetacular. O Fantástico do dia 30 de outubro fez uma explicação geral  da doença  da vida política de Lula. Entrevistou  o médico que cuida do caso e abordou as repercussões nas redes sociais (Twitter, Facebook e Orkut). Essa última abordagem da matéria veiculada pelo Fantástico só veio corroborar e demonstrar, algo recorrente na emissora: o posicionamento político da emissora,um “ataque velado” quando demostra que o tema nas redes sociais gerou correntes de incentivoa degradação da imagem do ex presidente ao promover ofensas ao político e ao Sistema único de Saúde (SUS), caracterizando assim uma manifestação política descolada da discussão do câncer em si.Um desserviço ao difundir a polifonia causada pela rede social.</p>
<p style="text-align: justify;">Há o outro lado que destacar, sobre a cobertura dos telejornais da emissora que  foram agéis ao dar o boletim médico, costurando a matéria com especialistas, outros personagens políticos acometidos pela doença, ilustração da doença para o público. Contudo, também não deixaram de alfinetar a questão, a imagem do ex-presidente ao aludirem as possíveis causas da doença, como o consumo de álcool, tabagismo e poluição foram apontados como “fatores de risco”. O que já era de se esperar conhecendo o histórico da emissora e de muitos jornais e revistas que seguem a carilha ideológica da globo. Nem entremos na questão de que esses fatores podem vir a contribuir para o surgimento da doena, a questão  chave é a maneira tendeciosa que ela fez. Creio que a emissora “esqueceu” de mencionar que até quem leva uma vida tida como saudável pode desenvolver a doença, mas deixamos isso de lado.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendo que, por ser uma figura pública-política, a doença de Lula ganhe notoriedade, contudo ela exagera na cobertura que faz, transformando o que era para ser um material informativo num circo mexicano levemente tendecioso  se comparado a notícia dada sobre o câncer do ator Gianechini. Dramatizão até a exaustão distorcendo o foco jornalístico.<br />
Saindo um pouco do jornalismo da emissora, vamos há um programa de entretenimento de sua grade,  O programa Mais Você, apresentado pela jornalista Ana Maria Braga, mostrou a doença de Lula fazendo um apelo emotivo,  explorando a dor não apenas dele, protagonista do fato, mas os envolvidos (família). Poderia ter trabalhado o tema mas frisando cuidados e a realização de exames preventivos, que seria o mais recomendado neste momento, até porque no Brasil há um índice considerado “alto” de fumantes (que são as pessoas que mais tendem a desenvolver este tipo de câncer).</p>
<p style="text-align: justify;">A dramatização do fato  me faz pensar que ao invés da informação  focou-se a sensibilização, a exploraçao dos sentimentos, uma busca de  audiência do seu programa, essa postura. Esse tipo de estratégia acaba tirando toda a credibilidade na mídia, do público, que costuma se envolver muito mais pela especularização dos fatos da vida do ex-presidente, ao invés de abordar a doença e questões que a envolvem.</p>
<p style="text-align: justify;">A mídia em geral tem um comportamento igual em todas as coberturas, usando da doença de Lula para promover matérias espetaculares, com relação ao SUS e ao sofrimento do ex-presidente, no intuito de vender mais. A revista Veja, por exemplo, fez matérias de cunho emocional, divulgou fotos de Lula saindo da quimioterapia e do abatimento dele e da família. Essa dramatização dos fatos fere os princípios éticos do jornalismo e da conduta dos jornalistas e induzem ao sensacionalismo, explorando a dor alheia para ganhar credibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, a divulgação das fotos onde a esposa de Lula raspa a cabeça dele, a tendência é chocar o leitor e sensibilizar e novamente o jornalismo tende para o sensacionalismo, mesmo que a matéria ou o texto não sejam bons, a matéria vende, pois as imagens chocam.</p>
<p style="text-align: justify;">Que o programa <a href="maisvoce.globo.com/MaisVoce/0%2c%2cMUL1676557-10345%2c00-CONFIRA+AS+NOTICIAS+DO+PROGRAMA+DESTA+SEGUNDAFEIRA+DE+NOVEMBRO.html" target="_blank">Mais você</a> e outros do gênero explorem emocionalmente o tema, vai lá, uma que a dramatização se configurou como cerne na elaboração e manutenção dos mesmos Porém, isso não deveria ocorrer nos produtos jornalísticos, cuja principal finalidade é levar a população uma informação clara, completa e o mais isenta possível (ainda sonho em um dia ver isso acontecer).</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que o que falta, não somente a rede globo e seus veículos, mas para a imprensa como um todo é pensar, repensar a forma de dar uma notícia como essa tentando deixar de lado a figura política ou pública e se atentar para o fato, esclarecendo a população de uma forma positiva e não alimentando ou proliferando o que antes surge nas redes sociais, onde vemos uma polifonia desvairada.</p>
<p style="text-align: justify;">A boa informação agradece.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal3.com.br/hotsites/observatoriodamidia/critica/critica-2011/cancer-de-lula-virou-espetaculo/feed</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>

