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Wolfe duvida da Internet

Jornalista e escritor norte-americano esteve em Porto Alegre na última semana.

Andrei Andrade
Larissa de Oliveira

Estudantes de Jornalismo

Indo na contramão de muitos estudiosos da internet e da mídia, o jornalista e escritor norte-americano Tom Wolfe, que esteve em Porto Alegre no último dia 16, acredita que o verdadeiro Jornalismo se encontra tão somente nas páginas de jornais impressos. A web, segundo ele, não passa de uma fábrica de rumores. “A maior do mundo”, argumenta.

“Na internet, as matérias são uma anomalia. Marshall McLuhan disse uma vez que a TV tinha transformado toda uma geração em tribo. Pessoas tribais, disse, não acreditam em nenhuma informação escrita que você lhes entrega. Elas só acreditarão naquilo que outras pessoas lhe contarem, o que significa dizer que só acreditarão em rumores”, afirma.

Não só a internet é alvo das críticas do autor de  “A Fogueira das Vaidades”. Ele também não confia nada no Jornalismo da tela da TV. “As matérias de TV nem tentam dar furo. Toda vez que os programas jornalísticos da televisão trazem uma notícia quente, a imediata e inevitável pergunta é ‘onde ela foi publicada?’.”

Além de falar sobre o jornalismo na internet para o auditório praticamente lotado do Salão de Atos da UFRGS, Wolfe, com seu habitual terno branco, discorreu sobre conceitos que, segundo ele, caracterizam o século XXI. Por exemplo, como a revolução sexual se transformou em um “carnaval sexual”, tema que inspirou um de seus livros mais recentes (Eu Sou Charlotte Simmons, 2004); a chamada “aristocracia do gosto”, formada por pessoas com preferências supostamente mais refinadas na escolha de produtos culturais de difícil compreensão – “como a Arte Moderna, que combina falta de habilidade com falta de imaginação” –  segundo argumentou.

VÍDEO: Em entrevista, Wolfe fala sobre o seu polêmico livro Eu Sou Charlotte Simmons.



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