Família e escola juntas retomando a importância da leitura!
Manoeli Rodrigues
Joel Oliveira
Estudantes de Jornalismo
É cada vez mais evidente o desinteresse dos jovens pela leitura. Os jogos eletrônicos e a internet colaboram muito para este resultado. As crianças e adolescentes estão praticamente abandonando a leitura tradicional. Para eles é muito mais prazeroso passar horas jogando Playstation, ou navegando no Orkut ou MSN. As escolas, pais e alguns exemplos de pessoas mais velhas são os que ainda mantêm viva a esperança de dias melhores para a leitura.
O taxista aposentado Darci Ribeiro, 53, revela ser um incentivador da leitura. “Desde criança, sempre gostei de ler. Quando era novo, lia no mínimo um livro por mês. Hoje eu leio o jornal todos os dias, assino uma revista semanal e leio livros para os meus netos. Ensinei os meus filhos a gostarem de ler e quero que meus netos mantenham este hábito.”
Educadores também se esforçam para que seus alunos tomem gosto pelos livros. O professor de História e Geografia do Instituto Sinodal Imigrante de Vera Cruz, Cleber Karls, 30, aproveitou a feira do livro que está acontecendo na Capital, para estimular seus alunos a lerem mais. “Trouxe a minha turma do 1° ano do Ensino Médio para conhecer a feira. Eu acredito que este ambiente possa despertar nos jovens o gosto pela leitura”. Para o professor, alunos que lêem mais melhoram o desempenho na sala de aula. Rilene Goelzer, 15, é a aluna do professor Cleber, e veio a feira do livro em Porto Alegre pela primeira vez. A estudante diz receber muito incentivo da escola e da família para manter o hábito da leitura. “Costumo ler quase um livro por semana, gosto de ação e aventura”.
A vendedora Lucélia da Silva, 28, ajuda seu filho Felipe da Silva, 7, com a leitura que lhe passam na escola. “Todos os dias estipulo um horário para que ele faça o dever e confiro como está sua leitura. Gosto muito de ler e todas as noites conto histórias para o Felipe e para o seu irmão de cinco anos Fernando, que já demonstra grande interesse pelas histórias”. Felipe, que joga vídeo game todos os dias, diz saber dividir as coisas e gosta de ensinar seu irmão. “Minha mãe me dá uma hora para o vídeo game e uma para ler um livro. O Fernando não sabe ler, então ele fica escutando as histórias, também ensino algumas palavras pra ele”..
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