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21/05/07
Uma segunda chance na vida
Bruna Kirsch
Estagiária de Jornalismo
Muitos já devem ter ouvido falar
no Second Life, mas não sabem o que realmente
é esse programa. Criado em 2003 pela empresa norte-americana
Linden Lab a nova ferramenta é na realidade um
mundo virtual 3D, onde os residentes, ou jogadores,
interagem como se fosse um mundo real, realizando negócios,
construindo casas e empreendimentos. Pode ser idealizado
como uma segunda vida.
| Reprodução |
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| Fischer acredita que o SL
deve ser pensado como um ambiente de relacionamento |
Segundo o coordenador do curso
de Comunicação Digital Gustavo Fischer, o Second
Life não deve ser pensado necessariamente como um
jogo que contem elementos de vitória, derrota e pontos.
Pois embora seja possível e necessário acumular Linden
Dollars (a moeda do jogo), no SL o objetivo não
é exatamente o mesmo de bater recordes de pontos ou
invencibilidade como em outros gêneros de jogos. "O
Second Life deve ser pensado como um ambiente
de relacionamento acima de tudo", pontua.
De acordo com Fischer, não existe
um objetivo mais específico e sim simplesmente estar
lá, fazendo as coisas que são possíveis de serem feitas
e que se assemelham com o que desejamos na própria vida:
conhecer pessoas, viajar, trabalhar, construir, dialogar,
comprar, relacionar-se."É claro que poder 'voar' ou
modificar a aparência de um instante para outro são
benefícios que o mundo virtual traz, mas ainda assim,
modificações radicais no Second Life certamente
trazem conseqüências pois é um lugar em que se convive
em sociedade", afirma.
O coordenador acredita o perigo
mais clássico que o SL apresenta para os usuários é
o uso exagerado do ambiente. Ou seja, quando há a substituição
das relações reais da "primeira vida" pelos atos no
mundo virtual.
Cada pessoa que entra no jogo cria
seu próprio avatar, que significa a sua representação
no mundo virtual. O programa apresenta uma ferramenta
que permite personalizar a aparência de cada participante,
desde a ponta do nariz até o tom da pele. E ainda, se
não ficar bom na primeira vez, você pode trocar sua
aparência a qualquer hora.
| Reprodução |
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| Avatares do Second Life |
"No contexto do SL, avatar é uma
representação gráfica/3D do jogador/usuário, é a forma
com a qual nos inserimos naquele ambiente, só é possível
'agir' no Second Life através do avatar", explica
o coordenador do curso de Comunicação Digital.
No Second Life, a criatividade
vem à tona. Pode-se fazer tudo que não seria possível
na vida real, como voar em uma nave espacial. Os residentes
podem ir a cassinos, boates, shoppings, estações espaciais,
castelos de vampiros e cinemas. Tudo o que é criado
no programa é feito pelos seus residentes. Diferente
do programa The Sims, no Second Life,
a interação é com pessoas de verdade.
A nova onda já está tomando conta
do Brasil, e a mídia aproveita para divulgar. Os
residentes brasileiros no jogo ainda são poucos em relação
ao total da população. Mas, de acordo com a empresa
de consultoria Gartner Group, até o final de
2011, 80% dos usuários de Internet terão uma segunda
vida no mundo virtual. Porém, essa segunda vida não
será necessariamente no software Second Life.
Fischer pontua que se olharmos
para as considerações dessa pesquisa, essa "vida virtual"
não está necessariamente ligada ao SL. E sim está intimamente
acoplada as redes de integração ou colaboração entre
usuários da internet. "Mais importante do que saber
se vamos todos ter uma versão 3D é ter certeza que ambientes
que favoreçam a presença em comunidades e criem relacionamento
serão e são cada vez mais fundamentais", explica.
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